Há uma semana participava da reunião com a equipe técnica do Ambulatório de Saúde Mental. Onde foram abordados diversos casos que necessitam de intervenção do Serviço Social. Assim, fui convidada, uma vez na semana, a dar Plantão neste local.No primeiro momento, ao adentrar no ambulatório, senti gratidão profunda, pois neste mesmo local, em 2005, encontrava-me em tratamento de depressão e síndrome do pânico.
Passaram somente 1095 dias e lá estava eu para exercer a minha função: garantir que programas sociais sejam elaborados e efetivamente funcionem.
A Assistencia Social, direito do cidadão e dever do Estado, é Política de Seguridade Social não contributiva, que prevê os mínimos sociais, realiza através de um Conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento as necessidades básicas.
A experiência desse momento foi única. Cheguei atendendo a duas pacientes, uma do Lar Vicentino e outra do saúde mental; orientando sobre benefícios (BPC). Em seguida o Psicólogo Edgar, solicitou a minha intervenção num caso que ele vem acompanhando. Fizemos discussão do caso.
O dia foi diferente, o sentimento de dever cumprido, desabrocharam pelos meus poros. Foi algo fascinante!
Realmente entendi que estou reconstruindo a minha história de vida.
Renascimento/nascimento, crescimento, juventude e experiência em minha trajetória de vida.
- Imaginem eu, uma menina nascida no Rio de Janeiro há 57 anos atras, filha de um comerciante e uma costureira, terceira filha, única nascida em hospital. Criança alegre, falante, levada e briguenta, questionadora.
Recebi uma criação respeitando valores, seres vivos e sempre ouvia da minha mãe: " não temos muito, mas podemos e devemos ajudar uns aos outros".
Na ocasião eu não compreendia a dimensão dessa palavras e atitudes, só quando me tornei mãe, aos 16 anos, entendi que como seres humanos possuímos a força inerente para vencer qualquer dificuldade, entretanto faz-se necessário nossa evolução e crescimento emocional, mental e espiritual. Desta forma conseguimos fazer a nossa revolução humana.
Lendo, esses dias, encontrei esta frase: "aprendemos que pertencer a uma mesma família implica uma profunda relação cármica" - Nitiren Daishonin
E o casamento - esta não é uma questão que diz respeito a apenas esta existência.
Foi quando compreendi que nos tornamos uma família devido a uma profunda ligação, para tanto precisamos ajudarmo-nos e sermos bons amigos. Com essa conduta certamente podemos transformar todas as circunstancias por meio da sabedoria, respeito mútuo, amor, tolerância e cooperação de todos.
Na família ocorre o mesmo. Precisamos ter a nossa individualidade, como também reconhecer e respeitar a individualidade dos outros.
Sempre devemos nos olhar num espelho pois o reflexo possibilita olharmos para nós mesmos e assim conseguimos realizar nossa revolução humana no local onde nos encontramos. Sem desistirmos da pratica, seremos vitoriosos no final.
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